sábado, 20 de fevereiro de 2010

“Eu lembro do nosso laranja em comic sans e verdana”

Duas fontes distintas, uma só cor. Foi assim que os enxerguei esta tarde onde chovia e fazia sol. Está certo que isso foi há algum tempo, mas ao destrinchar este romance pela nonagésima vez foi que os defini como pessoas de gostos e sabores opostos, porém pertencentes a uma mesma cor. Assim como o sol que se encontrava com a chuva, o frio dele se encostou com o calor que a ela pertencia. Um furacão se formou escondendo o arco-íris que lá na frente decerto viria. Hoje, as cores mudaram, ele passou para o marrom, ela para o azul, e não adianta fazê-lo, pois o comic sans e verdana ainda escrevem re-acendendo as cinzas do laranja que um dia aos dois pertenceu.

Um comentário:

  1. Tento, mas não consigo me conter. Tenho que registrar minha admiração por você e por seu texto. Os dois, você e ele, me emocionam.
    Grande beijo.

    ResponderExcluir